Um chafariz imenso de Dubai onde a água é arremessada para cima e para diversas direções, compondo diferentes desenhos bonitos junto à paisagem

Um post hidráulico

Um chafariz imenso de Dubai onde a água é arremessada para cima e para diversas direções, compondo diferentes desenhos bonitos junto à paisagemImaginemos uma imensa caixa d’água, de alguns trilhões de metros cúbicos de água.

Como sabemos, a água pesa, e cria uma pressão que é maior quanto maior a coluna de água. Assim, a nossa caixa d’água imaginária com certeza exerceria uma pressão gigantesca sobre os seus encanamentos.

O que nos leva aos canos. Obviamente, uma caixa d’água que não distribui água não tem razão de ser, então ela é ligada a uma rede de encanamentos, que se distribuem funcionalmente pela cidade inteira.

E se puxarmos na memória aquelas aulinhas de física que a gente lutou para ficar acordado, vamos lembrar também que quanto maior o diâmetro das tubulações que usamos, menor a pressão que a água exerce. Esse aumento do diâmetro pode ser obtido aumentando o diâmetro de um tubo só ou dividindo o fluxo de água em numerosos canos.

Pois bem, chegamos na hora da analogia. A água e sua pressão é o poder criador do Criador, e a nós somos todos tubulações. Se pensarmos bem, a diferença entre uma caixa d’água gigantesca e uma tubulação é só de tamanho, já que a água também flui através da caixa d’água, mas em maior proporção. E a coluna d’água é contínua e ininterrupta desde a sua origem, na caixa d’água, até a sua saída através das nossas tubulações e torneiras.

Porque é isso que nós somos, tubulações, ou canais, dessa energia criadora, levando-a até a sua saída pelas torneiras da realidade, que são as nossas ações, numa coluna contínua de energia da Fonte até a realidade material.

É claro que estamos colocados numa situação de receber a pressão que os nossos encanamentos podem suportar sem prejuízo. E o interessante é que, da mesma forma que, se quisermos construir um prédio que vai precisar de muita água, um edifício comercial, por exemplo, a gente solicita uma ligação para a companhia d’água para um fornecimento adequado, e toda a rede é construída para atender a essa demanda, o mesmo acontece conosco, quando passamos a demandar mais energia criadora. E sem medo de faltar, afinal a caixa d’água é gigantesca.

Outra coisa interessante é a maneira que dispomos dessa energia toda.

Como já foi dito, somos condutos para essa energia criadora. E a maneira em que essa energia passa por nós é das nossas camadas mais sutis para as mais densas, afinal somos experts em materialização. Assim, a energia vem do nosso espírito, depois vai para a nossa alma, daí para os nossos pensamentos, nossas emoções, e nosso corpo físico. Em todos esses estágios temos a possibilidade de abrirmos torneiras, e esguicharmos água na direção que quisermos.

Por isso que o controle dos nossos pensamentos, emoções e das nossas atividades físicas é tão importante para nós como consciências. Essas são as partes que nós podemos controlar como consciências. A alma e o espírito, por sua vez, não são controlados por nós, mas já nos controlam, e só fazem é gerar maneiras de nos fazer entender como agirmos a favor da direção que estão nos conduzindo, e não contra.

Quando nossos pensamentos e emoções são descontrolados, permitimos que o ego e o mental coletivo criem um monte de ligações clandestinas na nossa rede d’água. Além disso, criamos por nós mesmos várias saídas e torneiras que levam a água para os usos mais estranhos, como lavar o telhado, ou deixamos que a água vaze por canos furados e velhos. Com tantas saídas, a pressão da água vai sendo reduzida, e daí sai aquele chorinho fraco de água quando queremos usar a água para aquilo que realmente importa, como tomar banho.

Claro que podemos pensar que seria só uma questão de solicitar um suprimento mais volumoso de água, mas não esqueçamos que temos que pagar a conta d’água todos os meses, e que se não pagarmos, eventualmente a companhia corta o nosso suprimento. Não porque ela sejá má, mas porque é muito mais inteligente suprir água para quem dá lucro.

Ao nos dispormos a desligar os gatos da nossa tubulação, a reestruturar a nossa rede hidráulica para que a água seja dispensada onde ela é melhor utilizada, imediatamente diminuímos o diâmetro total da nossa rede, e a força da água aumenta, por uma simples lei da física. E as possibilidades de uso da água são infinitas, bastando ser criativo. Um jato potente de água pode cortar concreto, ou regar uma plantação, ou formar um chafariz. O importante é que tenhamos um suprimento forte e abundante, e que saibamos direcioná-lo para o cumprimento dos nossos propósitos, e para isso basta usarmos a nossa inteligência individual, que vem da nossa alma.

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