Findhorn-Hall

Devas

Nossa vida moderna é cheia de facilidades, e nem nos damos conta dos inúmeros processos e trabalhos nos bastidores de muitas coisas que consideramos banais atualmente. Como comprar na internet, por exemplo; nada mais simples, dependendo do quê, e de onde compramos um produto, logo no dia seguinte ele já está na nossa casa.

Apesar de tão comum, por trás desse acontecimento existe uma enorme rede de pessoas trabalhando. Desde aqueles que programaram as páginas da internet, as pessoas que planejaram a organização do processo, as pessoas que carregam e selecionam os itens, os Correios e as companhias transportadoras etc. Uma multidão praticamente invisível quando vemos apenas o clicar, comprar e receber em casa.

Da mesma forma, percebemos muitos fenômenos ao nosso redor, e desconhecemos a multidão silenciosa que trabalha para que isso aconteça. Como já comentamos anteriormente, tudo na existência tem uma inteligência, quer seja um pedaço de pedra, uma planta ou um animal, apenas trata-se de uma inteligência própria daquela forma da Criação. Essas inteligências já formam, por si só, uma multidão que percebemos muito pouco, e com as quais interagimos menos ainda.

Existe ainda uma outra dimensão, ainda mais fascinante, que compreende o que os místicos chamam de devas. Devas são seres habitualmente invisíveis ao homem comum, com inteligência e consciência de si, cuja principal diferença em relação aos humanos é que não têm livre-arbítrio. Devas não são almas desencarnadas, porque eles não encarnam, mas sim uma forma paralela de desenvolvimento da consciência.

Eles formam a equipe trabalhadora que executa as tarefas necessárias para que tudo ao nosso redor aconteça, desde a chuva cair, ao desenvolvimento celular que passa a formar um ser vivo, seja vegetal ou até mesmo um ser humano.

A escritora Dorothy McLean narra suas experiências com os devas, e como essa interação com essa linha paralela de evolução da consciência poderia ser proveitosa para todos. Por exemplo, quando na comunidade dela, que se localizava em penhascos rochosos da Escócia, em um terreno cedido porque não prestava para nada, decidiram plantar macieiras, ela conversou com o deva responsável pelo desenvolvimento das macieiras, e obteve dele instruções precisas de como cuidar da terra e com o que adubar o solo para que elas pudessem crescer vigorosamente.

Outra experiência fascinante foi a quando ela estava lidando com uma máquina impressora de folhetos, e, para sua surpresa, descobriu que o convívio da equipe dela com aquela máquina estava fazendo com que um deva da prensa fosse surgindo, e que ao estabelecer contato e amizade com esse deva a máquina dava muito menos defeitos. Isso é algo que muitas pessoas fazem quase inconscientemente, e sem muita fé, ao conversarem com seus carros, computadores etc, e temos certeza que muitas pessoas já tiveram resultados surpreendentes, mesmo sem saber estava acontecendo verdadeiramente.

Existem desde devas muito primários, comumente chamados de elementais, que se encarregam de tarefas pequeninas, até devas de desenvolvimento cósmico, que presidem sobre o funcionamento de planetas, sistemas solares e além. Os devas também podem presidir sobre estados de ser, como um deva da paz (quando então são chamados de anjos), ou regiões geográficas. Espécies de animais também têm seus devas, e há quem converse com eles, como Sheila Waligora, e convencem, por exemplo, comunidades de ratos a se mudarem de lugar, ou “pragas” a não se alimentarem de certas plantas.

O importante desse conhecimento é, acima de tudo, descermos da nossa arrogância de acharmos que somos os seres mais inteligentes da existência, só porque temos dificuldades (ou falta de vontade) para reconhecermos e percebemos as outras formas de inteligência que nos cercam. Depois, percebermos que a existência é muito mais ampla do que imaginávamos, e que podemos interagir com o resto da Criação, quando despidos do orgulho, e aprendermos maneiras novas de fazermos coisas, com resultados muito melhores, e em harmonia com as leis do Universo, já que são justamente os devas que fazem com que elas tenham efeito.

Ao nos colocarmos como parte integrante e integrada da Criação, poderemos nos relacionar muito mais com Ela como um todo, tanto o visível quanto o invisível, e com resultados surpreendentes, mas sempre bons, porque a natureza da Criação é o Bem Comum.

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