Uma mão feminina segurando uma pequena flor violeta entre os dedos.

Bom pra você

Uma mão feminina segurando uma pequena flor violeta entre os dedos.Fazer o bem é algo muito bom. Isso gera um movimento permanente de manifestação do Bem.

Mas isso não é a forma de fazer o bem que aprendemos. Aprendemos que fazer o bem é difícil, penoso, doloroso, algo cheio de sacrifícios, com uma recompensa no Além, longe de ser gostoso.

Isso não estimula ninguém a ser bom, convenhamos.

Implícito a isso está a ideia de que o bem-estar pode ser algo errado, ou pecaminoso, uma atitude suspeita, que indicaria que tem algo de errado ou maléfico por baixo, afinal, se eu que estou fazendo as coisas que deveriam ser boas, estou me sentindo péssimo, a pessoa que aparenta estar bem deve estar fazendo algo mau.

Somos ensinados também a desconfiar do que sentimos, e, ao invés, acatar regras externas, absolutas, que valeriam para todos.

O que ninguém nos explica é que não existem regras absolutas. Até porque mesmo as regras mais absolutas, nesse sistema, acabam sendo torcidas, de acordo com os interesses. Por exemplo, os Dez Mandamentos dizem, Não Matarás, mas quando é interessante mandar um monte de gente fazer guerra em algum lugar, essa regra absoluta é tacitamente deixada de lado, sem muitas explicações.

Na Realidade, não há como haver regras absolutas, porque o Universo se desdobra constante e infinitamente em uma variedade de novas situações, que seguem Leis Cósmicas, que nada têm a ver com os nossos conceitos humanos de regras e leis. Aliás, desafiam todo o nosso entendimento, e o que conseguimos captar para nossa compreensão é apenas uma ínfima parcela da atuação delas na infinidade do Universo.

Simplesmente a nossa capacidade racional e intelectual ainda não tem poder de processamento para computar todas as variáveis da criação do Universo, que está em andamento.

No entanto, não fomos deixados para seguir a esmo, como um bando de baratas tontas. Recebemos todos um conjunto de ferramentas exatas que nos apontam os rumos que levam ao nosso melhor e ao nosso ponto mais elevado, que são os nossos sentimentos.

Sentimentos e emoções são coisas diferentes. Apesar de não termos desenvolvido palavras adequadas para diferenciar uns dos outros, podemos confiar no reflexo que essas energias geram em nosso corpo. Sentimentos se originam da região do peito, e nos trazem sensações de leveza, expansão e bem-estar. Emoções geralmente partem da região da barriga, ou mais abaixo, e nos trazem sensações de diminuição, contração e aperto, mal-estar.

Nos guiando por esses sentidores, as coisas ficam muito mais simples, se tivermos a humildade de aceitar as suas indicações. No Universo em constante movimento e transformações, na maior parte das vezes simplesmente não há tempo de racionalmente explicar todas as razões para uma determinada ação que conduz ao bem, até porque, como já foi dito, provavelmente essas causas todas estão além da nossa capacidade, nem adiantaria explicar. Se confiarmos que algo que nos gera um sentimento bom é uma ação correta, vamos descobrir que essa é uma ferramenta infalível.

O que nos gera resistência para usar esse mecanismo é que muitas das regras que ficamos tanto tempo decorando vão ser desbancadas ou simplesmente ignoradas se agirmos sob a orientação do nosso coração, o que exige de nós uma reforma íntima extensiva.

Mas, se quisermos viver o bem, e ter coisas boas, não há outro caminho. Temos que nos dedicar ao bem, mas sem sofrimento, porque ambos são incompatíveis. Temos que nos introjetar de coisas boas, bons alimentos, boas leituras, boas companhias, experiências boas e agradáveis.

Temos que permitir que as coisas boas cheguem até nós, já que estamos tentando atraí-las, e aceitar que somos dignos e merecedores delas, o que é outra dificuldade, pois somos ensinados que somos seres insignificantes e imersos em pecados e erros e coisas condenáveis.

Aceitar que a nossa esfera de ação é somente nós mesmos, e que o Bem é único, individual e customizado para cada pessoa. A conclusão disso é que o que é bom para nós pode não ser bom para outrem, e que devemos respeitar a criação do bem dos outros.

Saber que, quando agimos movidos pelos nosso ser interior, estamos agindo através daquilo que é inerentemente bom em nós, porque é a extensão direto do Criador, atuando no nosso plano de realidade, e, por isso, tem a capacidade de gerar sempre o bem, e não somente individual, mas o bem que se harmoniza com o bem de todos, da mesma forma que cada dedo é uma extensão da mão, e todos trabalham em conjunto para manusear aquilo que o  corpo deseja.

Bom pra você
Zélia Duncan

Faça o que é bom
Sinta o que é bom
Pense o que é bom
Bom pra você!

Coma o que é bom
Veja o que é bom
Volte ao que é bom
Bom pra você!

Guarda pro final
Aquele sabor genial
Se é genial pra você!
Tente o que é bom
Permita o que é bom
Descubra o que é bom
Bom pra você!

Então beije o que é bom
Mostre o que é bom
Excite o que é bom
Bom pra você!

Um dia você me conta
Um dia você me apronta
Um resumo
Do supra-sumo do seu prazer
Um resumo
Do supra-sumo do seu prazer

Pese o que é bom
Perceba o que é bom
Decida o que é bom
Pra você
Decida o que é bom pra você…

Um comentário para “Bom pra você”

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