Menina sentada em um cais observando o mar abaixo, sem tocar os pés na água

Felicidade

Menina sentada em um cais observando o mar abaixo, sem tocar os pés na água“Felicidade foi-se embora…”

Assim começa uma famosa canção, com um suave tom agridoce. Ela não faz grandes dramas, mas a gente fica com aquele quê esquisito, logo de partida, porque a felicidade, assim, simplesmente, sem mais nem menos, foi embora.

Temos essa noção que a felicidade simplesmente acontece. Uma noção um tanto preguiçosa, convenhamos: a felicidade uma boa hora cai do céu, e é melhor aproveitar, porque também, assim, sem mais nem menos, ela vai embora, não tem nada que possamos fazer.

Um dos documentos mais relevantes da nossa história moderna, no entanto, já fala o contrário. Na Declaração de Independência dos Estados Unidos da América afirma-se: “Consideramos que tais verdades são auto-evidentes: que todos os homens são criados iguais, e que eles foram dotados pelo Criador com certos direitos inalienáveis, entre esses estão Vida, Liberdade e a busca da Felicidade.”

Observemos que a Felicidade não é um direito inalienável, mas sim a busca pela Felicidade. A diferença de ponto de vista cria uma situação totalmente diferente. Felicidade não é algo que vem trazido pelas ondas do mar de Iemanjá, mas é algo que deve pressupõe uma atividade consciente.

Já comparamos anteriormente a Alegria e a Felicidade, e lembramos que a Alegria é simplesmente uma característica da Alma, algo que não precisa de razão para ser. A Felicidade, por outro lado, acontece em decorrência de alguma outra coisa. A Alegria, algo mais passivo, que sentimos quando permitimos, simplesmente por nos abrirmos a ela, e Felicidade, algo mais ativo, que deve ser trabalhado para ser alcançada.

Poderíamos,  a princípio, até ficar tristes, porque a Felicidade seria passageira, já que tudo passa e tudo muda, e quando aquilo no qual nossa felicidade se apoia deixar de existir, perderemos também a tão almejada felicidade.

Mas tudo depende do ponto de partida do nosso trabalho. Se tudo muda, existem fios que conduzem tais mudanças, cuja existência podemos considerar como sendo eternas. Lembramos que eterno não é aquilo que dura para sempre, mas aquilo que existe fora do tempo. E o fio que sempre nos é prontamente acessível é a nossa própria alma.

Nossas almas têm o propósito de trabalhar a matéria para cumprir os desígnios do Criador, e o resultado dessa ativade Delas é o que experienciamos como Felicidade.

Quando iniciamos nossos trabalhos a partir dos níveis mais superficiais do nosso Ser, experienciamos a Felicidade como algo efêmero, como alguém que está sentado em uma plataforma e diz que o mar só existe quando alguma onda lhe lambe os pés. Logo abaixo, no entanto, as águas do oceano estão em constante atividade, sempre em movimento. Se essa pessoa sobre a plataforma (leia-se nós como consciências), por outro lado, se dignar a descer de seu porto-seguro, começará a ser tocada pelas ondas cada vez mais frequentemente, até mesmo as mais fraquinhas, e estará o tempo todo em contato com o mar, sob a forma de ondas que nunca se repetem.

Eventualmente, podemos nos aprofundar e mergulhar no oceano, e ser envolvidos pelas suaves correntes marinhas, em sua constante viagem sobre o globo terrestre.

Alegria seria como estar molhado, e Felicidade, sentir o movimento da água sobre nós. Ambos intrinsecamente ligados à água (nossa alma), mas também de certa forma diferentes.

Da mesma forma que a água é molhada, a alma é alegre, e gera felicidade. É de sua natureza. E nós, como consciências, somos os meios que elas usam para manifestar-se nesse Universo onde estamos, da mesma forma que podemos considerar nossas mãos como um segmento do nosso corpo, mas que não deixam de fazer parte dele.

E quando trabalhamos em consonância com o propósito da nossa alma, influenciamos a natureza das coisas ao nosso redor, que também ficam mais animadas (alma = anima), as energias das nossas almas fluem através de nós como luz de uma lâmpada, ou o calor de uma labareda, e alteram o que está ao nosso redor e muitas outras coisas que nossa consciência ainda não abarca.

Portanto, ser feliz é muito importante, porque está intrinsecamente relacionado com a realização do nosso propósito como seres divinos, e com a melhoria, e, consequentemente, a nossa evolução como indivíduos, de forma direta, e a evolução da existência como um todo, de forma indireta.

 

 

Felicidade
Chicas

Quando a gente canta
Somente aquilo que a gente sente
Profundamente
Não há lugar nenhum para canção doente
Porque a alegria se derrama quente
Pois quando a gente canta alegria
A força da canção explode
Se irradia
É como a luz do sol sendo a luz da gente
É como a luz da gente sendo a luz do dia

Ô, felicidade
Eu quero andar na vida namorando você
Por todos os caminhos onde eu descobri
Que apesar de tudo meu povo sorri
Ô, felicidade
Meu coração não mente
quando canta e diz:
Eu faço exatamente
o que sempre quis
É muito importante que eu seja feliz.

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