Parte da face de uma pessoa, abaixo, onde só se vê seu nariz e sua boca, e de dentro da boca sai um tudo de ventilação mecânica, conectado aos tubos de ventilação mecânica, que estão sendo segurados por uma mão enluvada

Inspire, Expire

Parte da face de uma pessoa, abaixo, onde só se vê seu nariz e sua boca, e de dentro da boca sai um tudo de ventilação mecânica, conectado aos tubos de ventilação mecânica, que estão sendo segurados por uma mão enluvadaA vida ou os feitos de pessoas evolutivamente avançada é matéria de muitos livros e histórias, em todas as culturas. Conhecemos histórias sobre Jesus, Buda, Maomé, tantos santos e gurus, sem contar tantas outras menos ligadas a doutrinas religiosas, como Albert Einstein, Nikola Tesla, Nelson Mandela e muitas outras.

E geralmente somos instruídos que eles são pessoas fantásticas – e realmente são – e que devemos imitá-los.

Mas quando começamos a ver a espiritualidade sob um outro ângulo, onde reconhece-se a maravilha da Criação como um conjunto infinito de peças únicas, formando um todo harmônico e dinâmico em constante transformação, fica muito difícil conciliar essa idéia de imitação

Afinal, se vamos imitá-los, vamos tentar fazer igual a eles, e só por isso já estamos indo contra o movimento universal, onde nada realmente se repete. Até podemos ter eventos semelhantes, mas eles nunca são verdadeiramente iguais.

Fora que, obviamente, essas pessoas realizaram tudo aquilo porque dispunham de um conjunto de habilidades já desenvovidas através de suas trajetórias evolucionárias, trajetórias que ainda temos que cumprir. Se já as tivéssemos cumprido, estaríamos fazendo feitos semelhantes.

Isso não quer dizer que não seja útil conhecer as vidas e as obras dessas pessoas, muito pelo contrário.

Logo de cara, entrar em contato com as obras delas nos aproxima da influência magnética dessas grandes almas, que realmente nos imantam. Essa é uma das razões que faz com que muitos iogues busquem incansavelmente um guru, porque não somente ele vai transmitir os conhecimentos ao discípulo por via direta, mas também indiretamente, através de sua convivência com seus discípulos, facilitando a trajetória deles, meio como um ciclista quese aproveita do vácuo do ciclista da frente.

Mas, além do trabalho direto sobre o mundo enquanto estavam encarnados, essas grandes figuras deixam como legado uma coisa ainda mais valiosa. Elas nos inspiram.

O objetivo de conhecermos as atitudes e as vidas delas não é para que sejamos iguais a elas, mas para que recebamos uma ajudinha, um estímulo, a tal da inspiração, para que nos ponhamos em movimento. Como um carrinho de pilha que tem as pilhas trocadas e volta a andar no máximo da sua potência.

Ou seja, recebemos uma força extra para que façamos as nossas próprias obras fenomenais, da nossa maneira, de acordo com as nossas almas.

Mas tudo isso vai ainda mais além. É óbvia a associação do ar e do sopro com a vida, já que ar é aquilo que mais necessitamos para sustentar o nosso organismo físico.

Dessa forma, entendemos como é essencial a presença dessas grandes entidades no nosso planeta, já que elas nos inspiram. Usando mais uma comparação, elas são como os ventiladores mecânicos, e literalmente jogam o sopro da vida para dentro de nós, pessoas atravessando graves enfermidades espirituais. Só não morreríamos sem a ajuda deles porque espiritualmente ninguém morre, mas sem esse trabalho de respiração nossa recuperação seria muito mais longa.

Esses grandes espíritos trabalham para nos ajudar, e sempre continuarão a fazê-lo, se não a nós, a outras tantas individualidades em condições menos evoluídas que nós; mas já é tempo de começarmos a nos dedicar à nossa melhoria. Qualquer um intuitivamente sabe que aquelas pessoas que colaboram com o processo de cura instituído pelos profissionais da área tem uma chance muito maior de alcançar o sucesso, e se atualmente estamos respirando por ventiladores mecânicos, vamos aproveitar dessa ajuda para trabalharmos na nossa própria cura, até que finalmente possamos respirar sozinhos novamente.

E ao assumirmos aquilo que nos traz vida, nos integramos novamente no mecanismo de trocas do Universo, e simplesmente por existirmos e fazermos aquilo que devemos fazer contribuímos com o fluxo de abundância do Universo, e sem esforço. A união das partes sempre resulta em algo maior que a sua soma, já que a Criação funciona de forma sinérgica, semelhante à nossa atmosfera, que sustenta a todos os seres da superfície, e o que é inútil para um é essencial para outro, como a nossa relação com os vegetais, que nos fornecem oxigênios e nós retribuímos com o gás carbônico.

Nosso trabalho de cura é individual, pessoal e intransferível. Podemos ser sustentados pelas inspirações externas enquanto quisermos, ou reaprendermos a inspirar e expirar espontaneamente, e passarmos a usar todos os recursos que estavam pagando nossas vagas de UTI em atividades muitíssimo mais interessantes.

Deixar uma resposta

  • (will not be published)

XHTML: Pode usar estas marcas: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>