Um tabuleiro de xadrez com peças brancas e negras, vistas bem de perto. As peças pretas são pretas, mas as brancas na verdade são transparentes.

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Um tabuleiro de xadrez com peças brancas e negras, vistas bem de perto. As peças pretas são pretas, mas as brancas na verdade são transparentes.Quando resolvemos uma maneira coletiva de colecionar experiências, concordamos com várias coisas.

Entre elas, que essas experiências seriam aquelas originadas do esquecimento da nossa real realidade. Ou seja, esquecermos quem somos realmente.

O que somos realmente? O próprio Criador, com tudo que Ele é capaz de fazer e sentir. Nosso acordo foi tão bem feito, que nem que nos esforcemos muito, não conseguimos ter uma ideia do que isso realmente é, por mais que aprendamos esse conceito. Mergulhamos nesse acordo, fazemos as experiências, e assim deveríamos ir retomando aquilo que é nosso mais do que por direito, aquilo que, enfim, nós somos.

Para fazer isso, precisávamos de um lastro, que nem chumbada numa linha de anzol. Nosso lastro é o ego, aquilo que habitualmente responde quando perguntam “quem é você?” e respondemos eu sou fulano de tal, RG número tal, trabalho fazendo tal coisa.

No nosso grupinho que encarna na Terra, a grande maioria, incluindo nós, foi de certa forma trapaceado pelo nosso ego, há muito tempo atrás. Talvez seja melhor dizer, iludidos. E, dizemos, “de certa forma”, porque não podemos esquecer que a escolha foi nossa.

De qualquer maneira, fomos nos envolvendo com esse lado denso, mais e mais, nos mesclando com a brincadeira de esquecer, até que acreditamos que somos o ego.

Obviamente, o pescador no controle da vara de pescar não ficou dormindo nesse tempo. Isso também, para ele, é uma experiência, como um exercício de musculação para ter força de girar o molinete com uma chumbada realmente pesada na ponta.

Por isso tudo, aqui estamos, como consciências, procurando meios de nos conectar com o nosso Eu Verdadeiro, o nosso Eu Interno, e nos desligarmos do ego.

Uma boa forma de realizar esse trabalho é pedirmos ajuda.

O ego se caracteriza pela separatividade, pelo orgulho, pelo egoísmo e pela ambição. O orgulho é uma coisa muito grande e muito ampla em nós, se mostra inicialmente com grandes exteriorizações muitas vezes até estereotipadas, que temos facilidade de conceber e lembrar de exemplos. Mas não esqueçamos que o ego também tem a sua inteligência, que é separada da inteligência dos nossos corpos, e das nossas inteligências como consciência e como Eu Superior. E ele não fica impassivo quando começa a perceber que está perdendo o controle de tudo aquilo que ele controlou por tanto tempo: nós como consciências e nossos corpos, vida após vida.

Nossa situação atual é comparável com um jogo de xadrez entre dois grandes enxadristas o jogo pelo domínio da nossa parte encarnada, sendo jogado pelo nosso ego e pela nossa alma, ambos conhecem inúmeras jogadas e contra-ataques para cada lance que ocorre.

No nosso caso, amparados pela fase que o  planeta está atravessando, o próprio ego já sabe que vai acabar perdendo, de um jeito ou de outro. É como se a luz do salão fosse ficando cada vez mais intensa, até que as peças brancas se mesclam com toda a claridade, e só se vissem as peças pretas, de forma que cada vez mais o ego perde a possibilidade de entender as jogadas do lado das peças brancas.

Sendo, então, o orgulho uma das principais armas do ego, pedir ajuda acaba indo exatamente contra isso. Porque, quando adimitimos a realidade de que há coisas que não podemos fazer, temos que usar da humildade. Muitas vezes isso começa mostrando-se na nossa vida externa, quando surgem situações e situações que só são resolvidas de uma boa maneira quando pedimos ajuda a outros. E atravessar essas fases exige muito cuidado e atenção, para que sintamos com a nossa intuição a verdade dessas situações, porque o ego sempre tenta deturpar tudo, ou nos impedindo de pedir ajuda, ou nos impelindo a pedirmos ajuda demais, para que caiamos na preguiça.

Entretanto, essas situações externas são somente um símbolo, para que entendamos que o nosso principal pedido de ajuda deve ser feito para dentro, para as realidades invisíveis. Não nos esqueçamos que somos um conjunto de peças de xadrez, que não se movem sozinhas. Quando não pedimos ajuda às nossas realidades invisíveis,  somos peças afiadas, espinhentas e pontiagudas, que o Jogador tem dificuldade para manipular, mas o ego, não. Mas, se pedirmos ajuda interna, somos invariável e imediatamente auxiliados, porque nunca, jamais, houve tantos seres oferecendo-se para ajudar o trabalho do Bom e do Melhor.

Permitindo-nos ser ajudados, nossas peças começam a serem movidas com uma mestria inédita, jogadas surpreendentes, e quando menos esperamos, voilá, xeque-mate, vitória do Espírito!

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