Um homem sentado em posição de flor de lótus, com os sete chakras representados como pontos luminados de diferentes cores sobre o seu corpo.

O mapa da mina

Um homem sentado em posição de flor de lótus, com os sete chakras representados como pontos luminados de diferentes cores sobre o seu corpo.Na caminhada do desenvolvimento das nossas consciências, passamos por várias fases. Em cada uma delas, o centro da nossa atenção, falando amplamente, se eleva, e a nossa consciência se expande.

Felizmente, já nascemos com um mapa desse caminho, mas que precisa ser decodificado. Esse mapa se encontra na própria estrutura dos nossos corpos.

Nosso corpo físico é o resultado final, mais denso, de toda uma estrutura energética, muito bem organizada, que suporta e conduz a manifestação do corpo físico. Essa estrutura energética é chamada de corpo etérico, e ele é formado através da organização dos corpos mental e emocional, que são mais sutis, menos densos, do que ele. E esses são formados a partir da vontade da alma.

Quase todo mundo já ouviu falar de chakras. Os chakras são pontos onde todos esses corpos se comunicam, locais de interface onde a troca e influência mútua entre esses corpos todos é mais intensa. Existem 7 chakras principais que são mais comumente estudados: um na região do períneo, voltado para baixo, chamado de chakra básico; o segundo, na região da pelve, geralmente chamado de chakra sexual; o terceiro, na região do umbigo, chamado de chakra do plexo solar; o quarto, na região do coração, chamado de cardíaco; o quinto, na região do pescoço, chamado de laríngeo; o sexto, entre as sobrancelhas, chamado de frontal (ou terceiro olho); e o sétimo, o coronário, que é voltado para cima.

Assim como nossos órgãos têm funções específicas, os chakras também têm, só que funções relacionadas ao desenvolvimento da consciência. É como se a nossa consciência fosse o foco de uma lanterna, e conforme vamos nos desenvolvendo e nos tornando capazes de realizar funções mais elevadas, nosso foco passa a abranger chakras mais elevados.

Quando nos concentramos somente nas atividades do chakra básico, ficamos mais preocupados em garantir a nossa subsistência. Ao passar para a região do chakra sexual, nossa atenção fica concentrada na nossa parte emocional e na nossa descoberta do eu. Na região do chakra solar, nos tornamos predominantemente mentais, e procuramos atuar sobre o mundo de forma pessoal.

Obviamente todo esse processo é um contínuo. Mais ainda, como consciências, sempre podemos revisitar posições que já frequentamos anteriormente. Apesar de termos um mental desenvolvido, capaz de racionalizar a maioria das situações, pode acontecer uma situação em que o descontrole emocional predomina, por exemplo. Ou seja, essa pessoa age a maior parte do tempo em um patamar relacionado com o trabalho mental, mas desceu consciencialmente para o andar emocional como resposta a um determinado acontecimento.

Boa parte das pessoas já transita bem nos domínios do predomínio da atividade mental, racionalizadora. Para essas, o próximo passo é começarem a visitar e por fim estabelecermos morada no quarto chakra, nos domínios da intuição, quando então na nossa concentração estará focada em permitir que a nossa alma atue através de nós.

Para isso, temos que deixar de dispersar a nossa energia indo e voltando para os chakras inferiores, e nos dedicarmos a descobrir os caminhos que levam ao coração. É claro que existem pessoas nas mais diferentes condições de vida, mas já podemos nos sentir muito afortunados, vendo que o mundo como um todo está também evoluindo, e com isso nos fornece as condições que nos permitem nos concentrarmos nesses chakras mais superiores. Por exemplo, poucos de nós tiveram que se dedicar em cultivar seus alimentos diretamente para garantir sua existência, nossa subsistência vem mais frequentemente do trabalho de nos relacionarmos com outras pessoas.

A elevação das nossas consciências e das nossas energias pelos nossos corpos é interrelacionada com a nossa maneira de viver. Quando pensamos nisso, associamos esse trabalho à prática estereotipada da ioga, onde seus praticantes fazem diversos exercícios para conduzir suas energias aos chakras superiores. Mas essa não é a única forma.

Existem vários caminhos para a nossa elevação de consciência, e nenhum é mais correto do que o outro.

Se agirmos de acordo com a função de um determinado chakra, nossa energia e consciência se eleva até aquele ponto, enquanto que se elevarmos nossa energia até determinado chakra, acabaremos por ajustar as nossas atitudes de acordo.  O importante é não nos prendermos em estereótipos, e sentirmos qual é o nosso ponto de equilíbrio entre a ação externa que eleva o interno e a reforma interna que adequa as ações externas.

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