Uma abelha pousada sobre uma flor, vista bem de perto

Funcionários, de verdade

Uma abelha pousada sobre uma flor, vista bem de pertoHoje é sexta-feira, e daqui a algumas horas as redes sociais vão começar a fervilhar com imagens bonitinhas comemorando que o final de semana está chegando. Daqui a 2 dias, começa uma nova onda, com imagens bonitinhas lamuriando a chegada da segunda.

E isso se repete, semana após semana.

Como já sabemos, muitas das coisas que passam em nossas cabeças são parte de um conjunto gosmento de conceitos compartilhados entre as pessoas. Elas parecem tão comuns, e muitas vezes tão inócuas, que as deixamos zanzando por aí. Precisamos, no entanto, observar atentamente o que estamos fazendo quando nos deixamos influenciar por elas.

O pensamento expresso por essas imagens revela uma série de pontos a serem analisados.

Trabalhar é natural, tudo na natureza trabalha, de uma forma ou de outra. Trabalhar é produzir, cumprir a sua função perante o Universo, e colaborar para a construção da nossa existência. Dentro do que lhes cabe fazer, tudo trabalha, num fluxo contínuo de energia e movimento que tende à harmonia. Porque é então que nós, humanos, reclamamos tanto de ter que trabalhar? Até construímos uma sociedade que reforça esse pensamento, criando feriados para cada data comemorativa, liberando as pessoas desse “fardo”.

É claro que descansar é importante, mas porque é que fazemos do trabalho um sofrimento?

Um componente desse pensamento é a idéia de que somos vítimas, que somos obrigados a fazer algo que não queremos. Se estamos engajados em um trabalho que não gostamos, nos escondemos sob esse pensamento, alegando que a vida é dura e sofrida, e que não  temos escolha a não ser arcar com aquela situação desagradável. Essa lógica, no entanto, só funciona porque escolhemos assumir todas essas ilusões como verdade.

Sempre temos o poder de escolha. O que esse pensamento infantil quanto ao trabalho esconde, porém, é o desejo de que fôssemos mimados, que pudéssemos receber as coisas sem dar nada em troca. Uma forma muito sutil de nos transformar em parasitas. Se não quisermos trabalhar, simplesmente vamos ter que arcar com as consequências, friamente. Por outro lado, se essas consequências não nos agradam, temos que então olhar mais profundamente e descobrir como é que nos colocamos nessa situação de trabalhar em algo que não nos agrada.

No nosso planejamento para chegar nessa vida com certeza não havia nenhuma sina que nos condenasse a sofrer 8 horas por dia 5 dias por semana. Até porque quem trabalha sofrendo trabalha mal, e o Universo é muito interessado em produtividade, e não ia querer desperdiçar um terço das nossas vidas produzindo coisas mal-feitas.

Nessas horas o contato interior é essencial, porque essa voz cardíaca pode nos conduzir muito claramente para a resolução dessa questão. Quais foram os passos que não tivemos coragem de assumir, quais foram os treinamentos que tivemos preguiça de encarar, quais foram os investimentos que fizemos que não deram um bom rendimento, e quais podem dar.

Pode até mesmo ser que por um tempo tenhamos que simplesmente trabalhar apenas pelo dinheiro, o que na nossa sociedade é muito condenável, como se o dinheiro fosse algo ruim. Pode ser que aquele meio em que estamos inseridos está constantemente nos informando daquilo que insistimos em não resolver em nós; enquanto isso não acontecer, não haverá ambiente de trabalho que seja bom, porque nós não somos bons perante nossas almas. Pode ser que tenhamos que exercitar a gratidão e a ampliação da nossa visão, e, como se diz em inglês, count our blessings.

Não existe receita para todos, e é por isso mesmo que a nossa voz cardíaca é tão importante.

É preciso remodelar o nosso pensamento quanto ao trabalho, para que coletivamente possamos passar a qualificá-lo como algo bom, assumi-lo como algo que nos faz útil ao Criador.

No Universo, semelhante atrai semelhante, e assim podemos fazer do trabalho algo cada vez melhor, somente com essa mudança de idéia. Um dia, passaremos a trabalhar, então, como nas realidades que já suplantaram o atrito, onde tudo é eficiente e preciso, realizado com alegria e satisfação, obtendo sempre o melhor resultado e gerando imensa abundância para todos. Uma realidade em que o trabalho é simplesmente uma atividade, e toda atividade, um trabalho. Onde a cada momento não apenas trabalharemos, mas realizaremos, e o Criador também, através de nós.

Amor de Índio

Beto Guedes e Ronaldo Bastos

Tudo que move é sagrado
E remove as montanhas
Com todo o cuidado
Meu amor

Enquanto a chama arder
Todo dia te ver passar
Tudo viver a teu lado
Com arco da promessa
Do azul pintado
Pra durar

Abelha fazendo o mel
Vale o tempo que não voou
A estrela caiu do céu
O pedido que se pensou
O destino que se cumpriu
De sentir seu calor
E ser todo

Todo dia é de viver
Para ser o que for
E ser tudo

Sim, todo amor é sagrado
E o fruto do trabalho
É mais que sagrado
Meu amor

A massa que faz o pão
Vale a luz do teu suor
Lembra que o sono é sagrado
E alimenta de horizontes
O tempo acordado de viver

No inverno te proteger
No verão sair pra pescar
No outono te conhecer
Primavera poder gostar
No estio me derreter
Pra na chuva dançar e andar junto
O destino que se cumpriu
De sentir seu calor e ser tudo

Sim, todo amor é sagrado

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