uma série de lâmpadas enfileiradas, em perspectiva, mas apagadas. No centro da fila, uma lâmpada acesa, e além disso deitada sobre a superfície onde as outras estão apoiadas.

Ajuda?

uma série de lâmpadas enfileiradas, em perspectiva, mas apagadas. No centro da fila, uma lâmpada acesa, e além disso deitada sobre a superfície onde as outras estão apoiadas.Sempre aprendemos que devemos procurar fazer o bem, mas raramente é discutido porque devemos fazer o bem, ou o que é fazer o bem. Supõe-se que é uma coisa muito óbvia, mas não é.

Quando realmente paramos para aceitar que até mesmo o conceito de bem pode se estender além das ideias que geralmente nos são passadas sobre esse assunto, tudo fica muito mais interessante.

A princípio, aceitamos a idéia de que devemos fazer o bem, porque é melhor que fazer o mal, e que fazer o bem agrada a Deus. Aliás, aceitamos a própria ideia de que existe o bem, e existe o mal. Mas como ficam esses conceitos quando aprendemos que o Criador (a.k.a. Deus) simplesmente é tudo, e que, entre outras coisas que Ele É, que o Criador é Amor Incondicional? Isso é muito importante, porque, como é Incondicional, não importa o que façamos, ou o que deixemos de fazer, o Criador não nos ama nem mais, nem menos, muito menos se agrada ou se desagrada com as nossas ações.

E se somarmos também os ensinamentos de que ninguém é vítima de ninguém nem de nada, e que nada acontece por acaso?

Também aprendemos que para fazer o bem, temos que ajudar as pessoas, mas no que consiste realmente ajudar alguém? Se damos um prato de comida a alguém que tem fome, o ajudamos a não sentir fome por algum tempo, mas eventualmente ele sentirá fome de novo. O que foi que fizemos então? Qual foi o bem que surgiu disso?

Se uma pessoa dá um prato de comida a outra buscando afirmar seu ego, sentir-se superior, enfim, movida pelo egoísmo, ela fez uma pequena ajuda àquela pessoa, mas muito mais mal a si mesma, por ter investido energia naquela parte de si que, em última instância, a afasta da união com o Criador.

Paradoxalmente, quando realmente ajudamos alguém, não ajudamos a ela, mas sim a nós mesmos. Megaparadoxalmente, essa ajuda a si mesmo só acontece quando a ajuda ao outro não é feita de forma egoísta, ou egóica.

De um determinado ponto de vista, todos sempre fazem o bem. Mesmo aqueles que fazem o mal. Sabendo que nada acontece por acaso, concluímos também que o mal só cai sobre quem realmente precisa dele como aprendizado, e para ser direcionado ao seu potencial mais elevado. Quando esse potencial é alcançado, esse instrumento se torna desnecessário. Além do que, voltando ao ponto que a Criação é Amor Incondicional, podemos sempre ter certeza que Ela sempre procura os meios mais suaves para nos ensinar qualquer coisa, e que se apurarmos nossa percepção, podemos aprender tudo sempre com os meios mais suaves, e não com os grosseiros.

Muitas vezes, a forma que alguém tem de nos ajudar é ser ajudado por nós. Entendendo que as consciências têm diferentes graus de desenvolvimento, e que na nossa existência precisamos de um sujeito e um objeto para as nossas ações, as consciências menos desenvolvidas ajudam-nos servindo como objeto para as nossas ações. De certa forma, nós ajudamos também outras entidades espirituais muito mais desenvolvidas que nós, prestando-nos a sermos ajudados, recebendo suas orientações.

Por outro lado, cabe a nós também sabermos ajudar de forma a não atrofiar quem é ajudado.

E muitas vezes, ajudar pode significar não fazer ação externa alguma, mesmo frente à dor alheia, porque aquele pode ser o impulso que ela precisa para seu desenvolvimento.

Rapidamente percebemos que essas relações todas acabam sendo confusas, e que nos sentimos perdidos, que até mesmo quando queremos ajudar e fazer o bem, não existe nada que se encaixe num modelo ou em uma regra pré-estabelecida, tópicos que sirvam para todas as ocasiões. Percebemos então que as nossas ferramentas mentais não conseguem nos guiar com segurança quando nossos conceitos são ampliados, e naturalmente temos que procurar novas bússolas.

Por isso é que para realmente fazermos o bem no mundo externo, temos que primeiro trabalhar o nosso interior, para podermos acessar essa nova bússola, que é a voz do nosso Eu Divino, situada no nosso coração. Assim, quando começamos a fazer o bem pelo começo, que é nos alinharmos interiormente a ponto de podermos expressar o Bem que é imanente em nós, então realmente poderemos ajudar às outras pessoas, da melhor e mais elevada maneira, na medida exata, fechando então o círculo, porque então realmente estaremos novamente ajudando a nós mesmos.

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