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Os componentes do Eu

Todos nós que estamos aqui sobre a superfície da Terra somos um aglomerado de inteligências. Já discutimos que um dos problemas que frequentemente temos é não termos consciência de o que elas são. Todas elas são partes de quem somos, mas quando nos distanciamos delas, diminuindo o grau de identificação que temos com essas inteligências, podemos entender melhor suas capacidades e utilizar melhor o que elas têm para dar. Não fazê-lo é como se esquecer que temos duas mãos e depois reclamar que tudo para a gente é muito difícil de manipular.

Essas inteligências todas tem sido estudadas há milênios, desde o Oriente, e quando perfeitamente entrosadas entre si fazem milagres. Quando esse entrosamento não acontece, temos o que nos acostumamos a considerar como normal. Devemos ter sempre em mente que todas essas inteligências são partes de nós, podem ser todas consideradas como o “Eu”, devido ao problema da identificação que já foi discutido anteriormente. O que os estudiosos da parte sutil humano foram fazendo para gerar uma compreensão disso tudo foi rotular todos esses processos, justamente para que a identificação, a consciência do “Eu”, voltasse ao patamar mais elevado possível, de acordo com o desenvolvimento de cada um.

O grau de detalhamento desse estudo varia de acordo com o autor consultado, mas apresentaremos uma divisão que é compartilhada por muitos deles.

A primeira parte, que é a mais importante, é o que chamam de alma. Ela é a razão de as demais partes existirem. Ela é o motorista que está utilizando um automóvel para visitar um país distante.

Outra parte é a personalidade. Ela é o veículo que a alma utiliza. Essa personalidade é formada por diversos corpos: o corpo mental, que se manifesta através de nossos pensamentos, o corpo emocional, que se manifesta pelas nossas emoções, o corpo etérico, que é uma cama energética que permite a manifestação mais densa da personalidade que é o corpo físico. Um outro componente, que não se localiza em corpo algum, mas que está presente em todos, é o que é muitas vezes chamado de ego. Esse ego não tem nada a ver com o conceito de ego do Freud; ele é o componente que permite que nossa alma faça suas experiências nesse mundo ilusório em que vivemos.

A parte final é a consciência, que seria como a tela onde todas essas inteligências se projetam. Muitos já ouviram falar sobre expansão de consciência, mas não param para pensar bem no que isso significa. Essa expansão é algo quase literal, na verdade, seria a tela aumentar de tamanho de fato de forma a poder receber as projeções de níveis do “Eu” cada vez mais elevadas. Num grau pequeno de consciência, podemos nos deixar levar somente pelas impressões físicas; nem precisamos de estar realmente consciente para que esse nível funcione, como o exemplo de retirarmos nossa mão quando tocamos algo que nos queima. A retirada é automática, e só nos conscientizamos do acontecimento depois que ele já ocorreu. Mais além, podemos ser movidos, ou conscientes, quase que somente pelas nossas emoções, quando por exemplo nos deixamos levar pela raiva e agimos sem pensar. Num próximo passo adicionamos a consciência dos nossos pensamentos, que idealmente controlariam os níveis inferiores, e por fim da nossa alma, que comandaria todo o conjunto de corpos.

Nos próximos dias vamos nos deter com mais calma e detalhes em cada um desses componentes, porque conhecimento é poder, e o poder sobre si mesmo é o maior poder que podemos alcançar. Não como alguém que domina o assunto, mas como estudantes que estão dividindo anotações de aula antes da prova. Viemos aqui para ter experiências, elas são o que é essencial em nossas vidas, e temos no nosso idioma a particularidade de provar e experienciar serem palavras intercambiáveis, o que significa que para nós cada experiência é uma prova, cada prova é uma experiência, e quem tem mais possibilidades de fazer provas tem mais chances de passar de ano. Essa é uma dádiva que recebemos, saibamos fazer bom uso dela.

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